Bate-papo

Residência Casaquarium Paradiso

Dia 1/7, às 10h

No dia 1º de julho, quarta-feira, às 10h, o Projeto Paradiso vai realizar um bate-papo online sobre a Residência Casaquarium Paradiso.


A residência inédita é voltada para uma diretora ou roteirista mulher cisgênera, pessoa trans ou não binária com mais de 45 anos, que vai desenvolver, ao longo de três semanas, um projeto de longa-metragem de ficção em fase de argumento na Ilha de Fårö, na Suécia.


Cercada pelas paisagens do Mar Báltico que inspiraram a obra de Ingmar Bergman, a selecionada terá a oportunidade de se dedicar integralmente ao desenvolvimento de seu projeto em um ambiente de concentração e experimentação artística, com acompanhamento de mentoria internacional on-line em idioma de sua escolha.


Buscando tirar as dúvidas das candidatas brasileiras, a diretora executiva do Projeto Paradiso, Josephine Bourgois, vai se reunir com Helen Beltrame-Linné, fundadora da residência, e Paula Santos, roteirista selecionada em 2024. No papo, elas vão dar detalhes sobre as inscrições e sobre a bolsa oferecida.


Atenção: A sala está sujeita a lotação.

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Helen Beltrame-Linné graduou-se em Direito na Universidade de São Paulo e em Cinema na Universidade de Paris 3 – Sorbonne Nouvelle. Depois de atuar anos como advogada de fusões e aquisições, Helen trabalhou com o cineasta José Padilha no desenvolvimento e estruturação de projetos variados, incluindo “Tropa de Elite 2”. Entre 2014 e 2017 foi diretora da Fundação Bergman Center, na ilha de Fårö, na Suécia, e do festival Bergman Week. Depois de um ano como editora na Folha de São Paulo, em 2018, passou a se dedicar integralmente a diferentes aspectos da narrativa audiovisual, como roteirista, consultora de roteiro e mentora em diferentes laboratórios de desenvolvimento, como Full Circle Lab (Filipinas), Pop Up Residency, 12 Punto (Turquia) e Netflix Grow Creative. 

Helen foi supervisora de roteiro das séries “5X Comédia” (Amazon Prime) e “Spider” (Paramount+), e atuou como roteirista na adaptação de “O Homem que Amava Cachorros”, de Leonardo Padura, “Suíte Tóquio”, de Giovanna Madalosso, e o lendário roteiro de Michelangelo Antonioni “Tecnicamente Doce”, a ser dirigido por André Ristum. Helen é co-roteirista de "Daughtersof the Sea", de Martika Escobar (premiada em Sundance com "Leonor willnever die") e “Rhizome”, do diretor tailandês Jakrawal Nilthamrong. Atualmente, também trabalha no seu primeiro filme como diretora, “Minha Carta para Bergman”, produzida por Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho (“O Agente Secreto”, “Bacurau”).


























Paula Santos graduou-se em Comunicação Social / Rádio e TV pela UFMG (2010), com intercâmbio na Escuela de Cine e Televisión da Universidad Nacional de Tucumán (Argentina, 2010). Atua como Diretora, Montadora e Roteirista. Seus trabalhos artísticos experimentam nas fronteiras do cinema, instalação, performance. É co-criadora da Tauma - lab de arte, audiovisual e pós-produção (BH / MG), desde 2012. Está em fase de preparação de "Fragilidades", seu 1º longa de ficção como Diretora e Roteirista, produzido pela Tauma e coproduzido pela Bubbles Project, que foi premiado como Melhor Argumento no Concurso de Argumentos do FRAPA 2023, convidado pela Residência de Roteiro Casaquarium (Ilha de Fårö, Suécia, 2024), selecionado na Residência de Direção iAMO (Instituto Audiovisual Mulheres de Odun, Salvador, 2025), no III Sur Frontera WIP LAB no XV Festival da Fronteira (2024), 9º Brasil CineMundi - Encontro Internacional de Co-Produção, participando no Marché du Film de Cannes (2025), Lab de Roteiros do FRAPA (2024), entre outros. Dirigiu os curtas "Uma dança que seja minha" (2024), "Sala de Espera" (2023), as instalações "Ocaso" (2024) e "Família Julião" (2014), "Caixa de Pandora" (2012), co-dirigido com Lucas Sander, exibidos em festivais nacionais e internacionais. Também artista residente no Lab Mulheres Encena - com Grace Passô (2024), no Vórtice 2017 – Lab de Vídeo Experimental do INVE (Chile) e no Interferências Brasil 2013 – Encontro Internacional de Performance. Foi Diretora Assistente do longa "Suçuarana", de Clarissa Campolina e Sérgio Borges e 1ª Assistente de Direção de diversos longas ("Nosso Segredo", de Grace Passô; "Canção ao Longe", de Clarissa Campolina - também Colaboradora de Roteiro e Pesquisadora/Preparadora de Elenco; "Zé", de Rafael Conde; "Querência", de Helvécio Marins, etc) e diversos curtas. Montou o longa de animação "Ana en Passant", de Fernanda Salgado (em fase de finalização) e "Homem-Peixe" (Clarisse Alvarenga, 2017), a série "Farol de Neblina" (Clarissa Campolina e Yara de Novaes, 2021) e diversos curtas. Atuou como Curadora da Competitiva Internacional do 23º FestcurtasBH (2021) e da Competitiva Brasileira do 17º FestcurtasBH (2015). Foi integrante do Schlag!, grupo de música, eletrônica e vídeo.

Com mestrados em Letras pela Sorbonne (Paris) e em Ciências Sociais pela Universidade de Nova York (NYU), trabalha há mais de 18 anos no Terceiro Setor e na área cultural no Brasil. Foi diretora da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), fundou a Fabriqueta de Histórias — um projeto inovador de escrita criativa — e teve passagem pela Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo.